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Exposição a decorrer:

Isabel Sabino

Four Seasons , Please!

de 2019-01-19 a 2019-03-06

Four seasons, please!

Num estúdio com quatro paredes sem janelas, onde a vida entra pouco pela clarabóia e a porta apenas se abre para o indispensável, o ar fechado sugere metáforas do clima e ecoam histórias que se infiltram nas cores, inicialmente sem disciplina. Na experiência ali essencial impõe-se entretanto alguma necessidade ou regra e, depois, uma espécie de contabilidade de estúdio inventaria, no interior da série concluída, um almanaque popular, um conto, quatro filmes e quatro fotografias de árvores para doze pinturas e alguns desenhos.

Assim, como no Inverno em que estamos ou menos incertamente do que nisso, é num dia de Inverno - mesmo invernoso - que aquele pintor compreende com Jennie o que é a pintura. Também num Outono outonal, António quer pintar o sol fugidio e guardá-lo no claro-escuro dos frutos; longe dali, escreve Dick, uma Lori chamada pelas macieiras que definham ressurge depois da morte na cor dos frutos novos. Por sua vez, Henriette nunca regressa àquele baloiço, sob o instável jogo de luz da folhagem em pleno Verão (aliás, filho de quem era, Jean sabia o que fazia). Finalmente, na Primavera, quando certa cidade desperta de novo para uma realidade em paz, um arquitecto deseja começar por plantar árvores na sua renovação. E, se ainda ali uma voz off diz que a beleza tem variados modos de se manifestar, por vezes caprichosos, uma outra distante preconiza prosaicamente, no Borda D’Água, mês a mês e estação a estação, o que fazer na agricultura, na jardinagem, ou com os animais - embora nem todos.

Pois com árvores há que plantar, podar, enxertar, semear, caiar, colher, limpar, adubar, proteger. Com a pintura os cuidados são outros, sim. Mas, como pintar é um gesto poroso, mesmo quando fala de si própria e por si própria a pintura reflecte a passagem das coisas, a beleza do mundo e o perigo do seu apagamento. Por agora, ficam quatro tempos -  da realidade, da vida, da invenção e da arte - em quatro estações da pintura.

E, se aqui parece haver two seasons left (sob pontuação ao vosso critério), entretanto depressa regressa o estúdio, por vezes mais amplo que qualquer hotel de luxo, e o tempo próprio que ali faz.

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